terça-feira, 17 de março de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Arturo Benedetti Michelangeli - Ravel - Gaspard de la nuit


Arturo Benedetti Michelangeli - Ravel - Gaspard de la nuit
Maurice Ravel
Gaspard de la nuit

00:00 Ondine. Lent
06:03 Le Gibet. Très lent
12:04 Scarbo. Modéré

Arturo Benedetti Michelangeli, piano

  https://youtu.be/ZxS4o_4GMag

sexta-feira, 6 de março de 2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

George Enescu - Sonata for Violoncello and Piano, No. 1


Georges Enesco / GEORGE ENESCU (1881-1955), România
- Sonata for Violoncello and Piano No. 1 in F minor, Op. 26 (1898)
- Sonate pour violoncelle et piano no. 1 en fa mineur, op. 26 (1898)

I. Allegro molto moderato
II. Allegretto scherzando
III. Molto andante
IV. Presto

Alexandru Moroșanu, violoncelle
Tatiana Moroșanu, piano


http://youtu.be/Vf6wLlm2V1I

segunda-feira, 2 de março de 2015

domingo, 1 de março de 2015

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.

“Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser perfeito. Relaxaria mais. Seria mais tolo ainda do que tenho sido. Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria até menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria para lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos sopa. Teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma desta pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto de sua vida. Eu era uma destas pessoas que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um paraquedas. Se voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo...”

Jorge Luis Borges (escritor argentino)

O Teu Riso

O Teu Riso

 Tira-me o pão, se quiseres,
 tira-me o ar, mas
 não me tires o teu riso.


 Não me tires a rosa,
 a flor de espiga que desfias,
 a água que de súbito
 jorra na tua alegria,
 a repentina onda
 de prata que em ti nasce.


 A minha luta é dura e regresso
 por vezes com os olhos
 cansados de terem visto
 a terra que não muda,
 mas quando o teu riso entra
 sobe ao céu à minha procura
 e abre-me todas
 as portas da vida.


 Meu amor, na hora
 mais obscura desfia
 o teu riso, e se de súbito
 vires que o meu sangue mancha
 as pedras da rua,
 ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
 como uma espada fresca.


 Perto do mar no outono,
 o teu riso deve erguer
 a sua cascata de espuma,
 e na primavera, amor,
 quero o teu riso como
 a flor que eu esperava,
 a flor azul, a rosa
 da minha pátria sonora.


 Ri-te da noite,
 do dia, da lua,
 ri-te das ruas
 curvas da ilha,
 ri-te deste rapaz
 desajeitado que te ama,
 mas quando abro
 os olhos e os fecho,
 quando os meus passos se forem,
 quando os meus passos voltarem,
 nega-me o pão, o ar,
 a luz, a primavera,
 mas o teu riso nunca
 porque sem ele morreria.


 Pablo Neruda, em "Poemas de Amor de Pablo Neruda"