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terça-feira, 14 de julho de 2015

Três sonetos de Florbela Espanca na voz de João Villaret



1.º - "São Mortos"
2.º - "Interrogação"
3.º - Soneto que Florbela dedicou a seu irmão.


http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/florbela_espanca/biografia.html

segunda-feira, 29 de junho de 2015

AO VENTO


 O vento passa a rir, torna a passar,
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh′alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!
 Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!
 Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!... Ó vento, chora!
 Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir p′la vida fora!


 Florbela Espanca